Lisboa, a capital portuguesa é cheia de história. Existem vestígios da ocupação humana em Lisboa de há muitos milhares de anos.
A sua localização junto ao rio Tejo atraiu imensos povos ao longo da sua história.
A cidade de Lisboa está repleta de monumentos de grande interesse turístico, tais como o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e o Castelo de São Jorge.
O Padrão dos Descobrimentos foi erguido pela primeira vez em 1940 e é um símbolo da expansão ultramarina portuguesa, representando um passado glorioso e simbolizando a grandeza da obra do Infante D. Henrique, o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses.
Trata-se de uma caravela que leva à proa o Infante D. Henrique e alguns dos protagonistas da época, navegadores, cartógrafos, guerreiros, colonizadores, evangelizadores, cronistas e artistas. São todos retratados com os símbolos que os individualizam.
Para perpetuar a memória do Infante D. Henrique, pela sua grande devoção a Nossa Senhora e crença em S. Jerónimo, o rei D. Manuel I decidiu fundar em 1496, o Mosteiro de Sta. Maria de Belém, junto ao rio Tejo. Doado mais tarde, aos monges da Ordem de S. Jerónimo, este mosteiro ficou conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.
O Mosteiro dos Jerónimos foi ao longo da sua existência, acolhimento e sepultura de reis e de poetas. Hoje é admirado por cada um de nós e pelos turistas de todo o mundo, não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da cultura e identidade portuguesa. O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".
No início do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado.
Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, foram em 1834 encerrados todos os conventos e mosteiros de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro, colocou à venda nessa loja, uns doces pastéis, rapidamente designados por “Pastéis de Belém”.
Desde então e até aos nossos dias, estes pastéis ganharam imensa reputação e procura.
A única verdadeira fábrica dos “Pastéis de Belém” consegue, ainda nos dias de hoje, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar o paladar da antiga doçaria portuguesa.
Outro importante símbolo da cultura portuguesa é o Castelo de S. Jorge. Este integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, pelos vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites. Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo enquanto espaço cortesão. Os antigos edifícios de época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.
Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquiriu um caráter funcional mais militar, que se manteve até ao início do século XX. Os espaços foram reconvertidos, e outros novos surgiram. Mas, foi sobretudo após o terramoto de Lisboa de 1755 que ocorreu uma renovação mais significativa com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas. Os testemunhos dessas vivências do passado são, agora, dados a conhecer na Exposição Permanente e visitáveis no Sítio Arqueológico.